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Rancho Regional de FânzeresFânzeres |
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IntroduçãoGeograficamente a freguesia de Fânzeres faz fronteira com Rio Tinto, Baguim do Monte, Gondomar, S. Pedro da Cova e ainda com o concelho de Valongo.
O nome Fânzeres tem origem germânica e terá resultado de Fanzarares. A existência de um Pelourinho, símbolos importantes da jurisdição e autonomia concelhia, atestam a importância histórica de Fânzeres. Fânzeres é, ainda, uma região de áreas verdes numerosas, onde abundam choupos, castanheiros e carvalhos, ao correr do trajecto do rio Torto.HistóriaRemonta ao século XI, ano 1032, a primeira notícia documental desta terra, relacionada com a existência de um mosteiro (de que já não há vestígios).Em 1226 ainda pertencia às Terras da Maia e, segundo as Inquirições de 1258, Fânzeres era formada pela aldeia de Figueira e pelo paço de Martins Soares de Baguim. No século XIII era do Padroado do Cabido da Sé do Porto, situação que se manteve até ao século XVIII. É dessa altura (1701) a sua Igreja Matriz à qual foi acrescentada a torre sineira, em ano de 1876. Dedicada ao Divino Salvador (o padroeiro da freguesia) possui uma nave e altares eloquentes de talha dourada. No entanto, o primeiro templo da freguesia ergue-se no Monte da Costa, onde houve um outro, dedicado a São Tiago, que foi destruído por uma faísca. Daí a invocação da Santa Bárbara (festejada em Maio) protectora das inclemências atmosféricas e das trovoadas. São Tiago era o orago de Fânzeres, mas foi suplantado pelo culto ao Divino Salvador. Em 30 de Junho de 1989, era-lhe outorgada a condição de vila, sendo hoje uma localidade próspera, atravessada por variadas vias de acesso e com significativas aglomerações populacionais.PatrimónioFânzeres é uma povoação cujo aparecimento é bastante longínquo, facto que permitiu construir, pelos tempos fora, um património de grande riqueza cultural e histórica.
Esta vila conserva um conjunto de elementos monumentais e artísticos cuja visita se recomenda pelo valor e interesse histórico desses exemplares que chegaram até nós. As quintas e casas apalaçadas do século XVIII, a Igreja Matriz, as capelas, alminhas e cruzeiros. Destes locais destacam-se: Casa de Montezelo, a mais representativa pela sua beleza e qualidade arquitectónica. Construída em 1636, pertenceu ao escritor portuense Joaquim Pamplona e Castro. À entrada situa-se a Capela de Nossa Senhora da Conceição edificada em 1703. Solar dos Araújos Rangeis, família espanhola seduzida pela riqueza do solo de Fânzeres, fértil em minérios de carvão e moscovite laminada. Casa dos Jorges de Santa Eulália, construída no século XVIII. Igreja Paroquial, onde está instalado um Museu de Arte Sacra. Fânzeres é uma povoação cujo aparecimento é bastante longínquo, facto que permitiu construir, pelos tempos fora, um património de grande riqueza quer cultural quer histórica.CulturaFânzeres tem, cada vez mais, uma vida própria e autonomizada, seja através de arruamentos elegantes e largos, seja através de estreitas ruas e travessas onde persiste o sabor e a aroma de século passados, outrora percorridos por figuras carismáticas, hoje reconhecidas na sua toponímia.Por exemplo, o escritor Júlio Dinis procurou aqui alívio para a sua saúde precária. Viveu uma boa parte da sua curta vida em Fânzeres, ficando hospedado em casa do Abade Pinto Outeiro, um benemérito da instrução fanzerense a que legou a Casa da Escola do Paço. O senhor reitor das suas “Pupilas” terá sido o reitor de Fânzeres. As festas religiosas na freguesia têm também uma expressão esclarecedora das vivências populares assim como a profusão de instituições e colectividades de carácter recreativo, lúdico, desportivo e cultural. Destacam-se o Grupo Folclórico Flôr de Fânzeres, o Rancho Regional de Fânzeres e o Rancho Folclórico Florestal da Portelinha. A Associação Artística de Gondomar, um Grupo de Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas, o Clube Recreativo de Fânzeres e o Centro Republicano e Democrático de Fânzeres que proporcionam à população actividades culturais e de recreio. O desporto conta com doze associações que se dedicam à prática de futebol, atletismo, Karaté, patinagem artística e hóquei em patins e igualmente um Grupo Columbófilo, famoso em todo o país.EconomiaNo passado Fânzeres distinguia-se pela sua actividade agrícola e florestal, perpetuada na existência de algumas quintas e solares, de que é expoente a Casa de Montezelo. Ainda hoje, no Mercado Abastecedor da Cidade do Porto, são comercializados os seus produtos com relevo para o milho, feijão e hortaliças.Assumiu especial relevo a riqueza do solo desta freguesia, fértil em minérios de carvão (minas de Seixo e Valdeão) e moscovite laminada. Actualmente, instalações fabris de fiação e têxteis, indústrias de marcenaria e de ourivesaria, a metalurgia e a metalomecânica fazem de Fânzeres uma freguesia industrializada e com uma demografia elevada. |