Símbolo do RRF

Rancho Regional de Fânzeres

Gondomar

Introdução

Brasão da Cidade de Gondomar

O concelho de Gondomar pertence ao Distrito do Porto, integra a Área Metropolitana do Porto e tem como fronteiras os municípios do Porto, Castelo de Paiva, Maia, Penafiel, Santa Maria da Feira, Valongo e Vila Nova de Gaia.

Ocupa uma área de 131,4Km2 e tem uma população de 143.178 habitantes (Censos 1991).

Topo

História

É difícil determinar um começo da história de Gondomar. O seu topónimo, anterior à Nacionalidade Portuguesa, terá origem em Flávio Gundemário, um rei visigótico que aqui permaneceu entre 610 e 612. Mas a existência real das terras de Gondomar é muito anterior, como provam os vestígios encontrados no concelho, em especial no Monte Crasto.

A primeira referência documental a Gondomar remonta à Igreja de Santa Eulália, no ano de 897.

Em 1193, D. Sancho I, o Rei Povoador, demarcou o couto de Gondomar doando-o ao Bispado do Porto e fazendo-o acompanhar da respectiva Carta de Couto, confirmada, em 1218, pelo seu filho, D. Afonso II.

Igreja Matriz de Gondomar

No reinado de D. Manuel I é atribuído o Foral a Gondomar.

O povoamento das terras de Gondomar teve um impacto geográfico desde as muralhas do Porto até à foz do rio Sousa.

Só no séc. XIX a actual freguesia de Campanha foi integrada na cidade do Porto. Este processo administrativo determinou a estrutura gondomarense de 11 freguesias. Em 1985 foi criada a 12ª freguesia de Gondomar: Baguim do Monte.

S. Cosme de Gondomar, a sede do concelho, foi elevada à categoria de vila em 22 de Novembro de 1927. Assumiu posteriormente a designação simplificada de Gondomar e foi elevada a cidade em 16 de Agosto de 1991.

A designação de S. Cosme para a sede do concelho resulta de serem S. Cosme e S. Damião os seus patronos, cujas imagens se encontram na frontaria da Igreja Matriz, datada de 1727.

Topo

Património

O património mais marcante de Gondomar está ligado à arquitectura religiosa e a algumas quintas e solares, que ainda se vão mantendo, apesar da pressão urbanística.

A religiosidade das comunidades gondomarenses é atestada por alguns templos existentes e pelos cruzeiros que proliferam por vários locais. Um dos mais expressivos é o do Monte Calvário, conjunto de cruzeiros setecentistas integrado num pequeno jardim arborizado onde se festeja o Senhor dos Aflitos.

Também o Monte Crasto, local paradisíaco, se assume como espaço de celebração religiosa, em ponto cimeiro da orografia do concelho.

Em termos arquitectónicos são de realçar: a Casa da Quinta, agora Convento dos Capuchinhos (moradia senhorial do séc. XVIII e capelinha dedicada a Mãe dos Homens); a Casa de Montezelo (inclui dois blocos de habitação, Capela de Nossa Senhora da Conceição e Magnólia) em Fânzeres; a Casa Branca em Gramido – Valbom; a Capela de Nossa Senhora da Lapa em Rio Tinto e a Quinta de Atães, também conhecida por Quinta da Palmeira.

Há outros referenciais de arquitectura civil mais recentes, do séc. XIX, revestidos a azulejo, destacando-se a tradição da azulejaria da Estação Ferroviário da cidade de Rio Tinto.

Do património industrial destacam-se o Cavalete de S. Vicente – "ex-libris" de S. Pedro da Cova, a Fábrica Têxtil (Rio Tinto) e vários moinhos, que por vezes ainda funcionam.

Topo

Economia

Em Gondomar há duas zonas distintas:

A zona Norte, de topografia mais suave e com os melhores solos agrícolas, é intensamente povoada, tem uma morfologia urbanizada e tem melhores acessibilidades.

Filigrana

No tecido industrial de hoje predominam as actividades comerciais e industriais: além do ouro e da prata (filigrana), o mobiliário (de talha ou marchetada com embutidos) e ainda pequenas indústrias, por vezes familiares, de têxteis, metalurgia ligeira, construção civil, contraplacados e electrodomésticos.

Pertencem a esta zona as cidades de Gondomar e Rio Tinto, as vilas de S. Pedro da Cova, Fânzeres e Valbom e a freguesia de Baguim do Monte. No total detêm 83,7% da população do concelho.

A zona Sul, no interior do concelho, apresenta uma topografia mais acidentada, um povoamento mais disperso e mantém-se rural. A agricultura de minifúndio e a pecuária entroncam com actividades complementares, de carácter lúdico e económico, algumas das quais têm uma valência significativa na vida dos seus habitantes. Nesta zona assume particular relevo a pesca, a prática desportiva (nomeadamente o remo e a canoagem) e as actividades ribeirinhas por se situar nas margens do rio Douro.

São frequentes as praias fluviais, relevantes numa perspectiva turística, face às capacidades de navegabilidade potencial do rio Douro, onde modernas embarcações de maior calado se irmanam com o tradicional “Valboeiro”, barco que ciranda entre as margens transportando pessoas e produtos.

Esta zona concentra 16,3% da população nas freguesias de Covelo, Foz de Sousa, Jovim, Lomba, Medas e Melres.

Marginal do Douro (EN108) em Valbom

Seguindo a marginal do Douro (EN108), estrada panorâmica de rara beleza, atinge-se a barragem de Crestuma-Lever e, mais adiante, o concelho de Penafiel. Pelo caminho são inúmeros os restaurantes, que podem proporcionar óptimas e características refeições.

O contacto com a Natureza é uma constante e, medindo ou desafiando o estado de espírito de quem a usufrua, há a possibilidade de praticas organizadas de percursos pedonais ou de campismo, em Medas, lugar de eleição que conjuga, de forma harmoniosa, todas estas facetas.

Um evento anual, de grande prestígio, a Agrindústria tem vindo a constituir um excelso retrato deste concelho. A sua designação, por si só, revela as duas componentes essenciais da actividade quotidiana das gentes desta região.

O concelho de Gondomar está intimamente associado a duas artes tradicionais: a filigrana e a marcenaria e actualmente transformaram-se numa importante realidade socio-económica, que emprega mais de 50% da população activa do concelho.

O concelho está bipolarizado entre o sector secundário e o sector terciário, com mais de 40% para cada sector. Regista-se uma diminuição no já reduzido peso do sector primário, não obstante, possui uma produtividade significativa, devido sobretudo à exploração da terra como dupla actividade.

A crescente importância do sector terciário é notória, fundamentalmente nas freguesias de Rio Tinto, Gondomar e Fânzeres.

Topo

Início  |   C. Sociais  |   Historial  |   Actividades  |   Fânzeres  |   Gondomar  |   Contactos  |   Links
© 2003 Rancho Regional de Fânzeres          
Autoria: <a name="vasconcelos" />