A CRIAÇAO DO CONCELHO E MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE GAIA * * *
Foi em cumprimento do disposto no Decreto n.º 23, de 16 de Maio de 1832 aditado ao Decreto de 28 de Junho de 1833 que foi estabelecido o novo concelho e município de Vila Nova de Gaia.
Nesta conformidade, Manuel Gonçalves de Miranda, perfeito da província do Douro (67), nomeou Manuel Dias Monteiro como provedor (68) do novo concelho de Gaia; e organizou a Comissão Administrativa Municipal, para dirigir o município, constituída por António da Rocha Leão, António Tomás da Silva, Francisco Alves de Oliveira Araújo e José Alves Souto, sob a presidência do primeiro destes membros.
E, pelas dez horas da manhã do dia 28 de Maio de 1834 dia bem memorável para todos os Gaienses , no edifício que fora construído para servir de «cadeia» único de carácter público nas terras Gaienses compareceu Gaudêncio Xavier de Carvalho e Silva, como delegado daquela autoridade, a fim de dar posse ao provedor e ao presidente e membros da Comissão Administrativa do Município.
Cinco dias depois, no mesmo edifício (69), perante o mesmo delegado, párocos das freguesias e muitas pessoas, os nomeados e já empossados, prestaram «juramento de fidelidade à Rainha D. Maria II».
O novo concelho ficou, então, constituído pelas freguesias seguintes: Arcozelo, Canelas, Canidelo, Guetim (70), Gulpilhares, Madalena, Mafamude, Olival, Oliveira do Douro, Pedroso, Perosinho, Santa Marinha, São Félix da Marinha, Seixezelo, Sermonde, Serzedo, Valadares, Vilar de Andorinho e Vilar do Paraíso.
Foi na Rua de Baixo, nº 81 presentemente Rua Guilherme Gomes Fernandes , que a Comissão Administrativa Municipal realizou a sua primeira sessão camarária, que se prolongou pelo tempo de quatro horas e trinta minutos.
Por ser a acta desta sessão o primeiro alicerce do novo município, é justo que seja bem conhecido o seu texto.
«Sessão de 20 de Junho»
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«Neste concelho de Gaia e casa da residência da Comissão Municipal do mesmo concelho, onde foram vindos o presidente e membros da mesma, com a assistência do procurador-fiscal, todos abaixo-assinados, às nove horas e meia da manhã abriu, o sr. presidente a sessão, e propôs que era preciso mandar-se proceder às eleições dos juízes de paz e pauta dos juízes proclamados nas freguesias que ainda os não haviam eleitos para se verificarem no dia vinte e dois do corrente.
O Sr. Procurador-fiscal e mais membros aprovando a sua proposta logo se passou a dar cumprimento às suas determinações. .
«E falando alguns dos senhores sobre objectos que tendem todos em benefício do concelho, às duas horas da tarde se fechou a sessão.
E eu, Joaquim da Cunha Monteiro, secretário da mesma Comissão, a escrevi.
(a) Rocha, presidente. Araújo, fiscal. Silva, Souto.»
E este, pois, o alicerce bendito sobre que foi assente o actual Município de Gaia. Bem o firmaram os seus primeiros cabouqueiros, porquanto os seus sucessores, após um século, conseguiram que a municipalidade gaiense figurasse na vanguarda das de todas as terras de Portugal, com excepção, apenas, das de Lisboa e do Porto.
O glorioso gaiense, que presidiu à organização e assentamento dos pilares do Município de Gaia, foi mestre tanoeiro dos mais distintos da sua classe.
Mais tarde fundou uma casa de comércio de vinhos do Porto, que granjeou larga fama nos mercados da Europa e do Brasil.
Exerceu, também, o honroso cargo de capitão de ordenanças da freguesia de Santa Marinha.
Além de ter presidido à primeira Comissão Municipal de Gaia, ainda serviu, como vereador eleito, em diversas Câmaras.
A Rainha D. Maria II agraciou-o com a comenda da Ordem de Cristo, em reconhecimento pelos serviços que prestou ao Município de Gaia.
Faleceu no dia 3 de Outubro de 1854.
A primeira Comissão Administrativa Municipal de Gaia, se não fora o brio dos seus membros, baquearia perante a forte oposição feita pela Câmara do Porto.
Com efeito o município portuense fazia-se ignorado da constituição do novo concelho de Gaia e continuava a exercer a sua costumada acção nas terras Gaienses, visto que as freguesias de Mafamude e Santa Marinha eram consideradas, desde há longos anos, como fazendo parte integrante da cidade do Porto.
Na verdade as despesas da instalação da secretaria municipal, mobiliário e outras de mero expediente foram abonadas por todos os seus membros, na esperança de serem reembolsados pelos rendimentos do novo município.
Todavia, no decorrer do tempo, a Comissão Municipal poucos rendimentos cobrava; e, por isso, oficial e mesmo particularmente reclamava às instâncias superiores para que a Câmara do Porto deixasse de cobrar os impostos que eram devidos ao novo concelho.
Da activa persistência e vontade dos edis Gaienses, bastará dizer-se que desde 20 de Junho a 11 de Novembro de 1834, efectuaram 39 sessões, demorando, a maior parte delas, mais de cinco horas!
Enfim, a briosa Comissão Administrativa Municipal Gaiense, ao ser substituída, em 11 de Novembro de 1834, pela nova vereação, teve o prémio de cada um dos seus membros ter de despender, do seu bolso particular, a importância de 125$00, com o fim único de entregar, livre de dividas, à sua sucessora, as contas da sua gerência administrativa.
A Câmara do Porto, todavia, tanto fincou as suas pretensões, que levaram o perfeito da Província, por seu oficio de 15 de Outubro de 1834, a mandar desanexar da freguesia de Santa Marinha, 100 a 160 fogos, como pertencentes ao Termo Velho da Muito Nobre e Leal Cidade do Porto.
Os habitantes, porém, contrariaram os desejos do município portuense que, desde logo, tiveram o apoio da nova vereação eleita, e esta a de todos os párocos e autoridades de todas as freguesias do concelho.
Com efeito, na, sessão de 14 de Novembro de 1834, a Câmara eleita resolveu enviar uma representação às cortes «pedindo a conservação da municipalidade deste concelho, distinta e separada da cidade do Porto.»
O Governo, todavia, atendeu as pretensões feitas pela Câmara do Porto;
e, por isso, a arrematação do imposto do trânsito de veículos começou a ser feita, separadamente, pelas municipalidades de Gaia e portuense.
Verifica-se, portanto, as vicissitudes por que passaram os edis Gaienses para que o Município de Gaia continuasse a manter-se perante um poderoso inimigo, que, mesmo separado pelas águas do rio Douro, tinha firmado, contudo, as suas garras numa grande parte das terras de Gaia.
Enfim, ao fim de alguns anos foi a vila de Gaia libertada da suserania do Porto, constituiu e viu aprovado, pela Rainha D. Maria II, o seu brasão de armas, para com ele galardoar a antiquíssima Vila de Cale, conhecida hoje como Vila Nova de Gaia.
No mesmo brasão «uma fortaleza, com zimbório, perpetuará o templo da Serra do Pilar, em que os bravos Gaienses se encerraram e defenderam a bandeira das cores nacionais constitucionais, triunfante, sempre, aos repetidos assaltos, com que, debalde, a pretenderam derribar.»
Não foi, pois, em vão, que D. Pedro deu o epíteto de «Polacos da Serra» aos filhos de Vila Nova de Gaia.
Avintes, Crestuma (71), Grijó e Sandim também foram elevadas a municípios, mas não conseguiram prosseguir na sua função.
Com efeito, Crestuma, em 19 de Outubro de 1835, fez entrega do seu minguado arquivo ao município de Grijó. Sandim, pouco depois, fez o mesmo, pelo que o Município de Grijó, pela anexação de Crestuma e Sandim, elegeu cinco vereadores no ano de 1835 (72).
Todavia, por falta de rendimentos próprios, o município Grijoense, em 16 de Janeiro de 1837, realizou a sua última sessão camarária.
Avintes, na casa denominada Tulha dos Dizimas, assentava os seus Paços Municipais.
António Francisco Aleixo, presidente da edilidade, muito se esforçou por engrandecer o concelho, chegando, com tal intento, a solicitar, em 17 de Junho de 1836, à Junta Geral da Província do Douro, a anexação das freguesias de Olival, Pedroso e Vilar, de Andorinho!
Como fosse indeferido o pedido e indicado que, por falta de receitas próprias; o concelho avintense teria de ser anexado ao de Gaia, António Francisco fez expedir uma representação à rainha D. Maria, solicitando a anexação de Avintes ao concelho do Porto!
E, em 28 de Fevereiro de 1837, foi lavrada a última acta do município avintense e todo o seu arquivo municipal mandado entregar na secretaria da Câmara de Gaia.
Enfim, o concelho de Gaia; no começo do ano de 1837, pela anexação dos extintos municípios de Avintes, Crestuma, Grijó e Sandim, ficou constituído com 3 freguesias.
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Nota de todas as comissões administrativas municipais e Câmaras eleitas, desde a constituição do município de Gaia, em 1834 até 1910.
1.ª Comissão administrativa Municipal, que realizou a sua primeira sessão em 20 de Junho de 1834.
- Funcionou até 13 de Novembro de 1834.
Presidente António da Rocha Leão. Vereadores António Tomaz da Silva, Francisco Alves Oliveira Araújo, José Alves Souto.
2.ª Câmara eleita. Funcionou desde 14 de Novembro a 31 de Dezembro de 1834.
Presidente António Ribeiro da Costa. Vereadores António da Rocha Leão, António Tomaz da Silva, João Bernardo França Pereira Castro, José Alves Pinto Vilar, José Pereira Brito.
3.ª Câmara eleita para o ano de 1835
Presidente - António Ribeiro da Costa. Vereadores - António da Rocha Leão, António Tomaz da Silva, João Bernardo Pereira Castro, João José Pinto, José Alves Pinto Vilar, José Pereira de Brito.
4.ª Câmara eleita para o ano de 1836
Presidente Félix Bernardo França. Vereadores Francisco Alves Oliveira Araújo, Joaquim Guedes Amorim, José António Camarinha Júnior, José Alves Pinto Vilar, Manuel Rodrigues Amorim, Tomaz da Mota.
5.ª Câmara eleita para o ano de 1837
Presidente António Ribeiro da Costa. Vereadores António Tomaz da Silva, Félix Bernardo França, José António Camarinha Júnior, Manuel Alves Ferreira Pinto Vilar, Manuel Coelho Bragante, Manuel Rodrigues Amorim.
6.ª Câmara eleita para o ano de 1838
Presidente - Manuel Gonçalves de Castro.
Vereadores - António Alexandrino Ferreira de Castro, António de Almeida, João Pereira de Matos, Joaquim Alves dos Reis, José Domingues de Castro, Manuel Duarte dos Reis
7.ª Câmara eleita para o ano de 1839.
Presidente Marcelino Máximo de Azevedo e Melo (74)
Vereadores António de Almeida, António Coelho Bragante, António Dias Ribeiro Gasparinho, António Tomaz da Silva, Bernardino Joaquim de Castro, Fernando Pereira Soares, Joaquim da Cunha Lima Oliveira Leal, Manuel Gonçalves de Castro.
8.ª Câmara eleita para o ano de 1840.
Presidente Marcelino Máximo de Azevedo e Melo
Vereadores António Coelho Bragante, António Dias Ribeiro Gasparinho, António Tomaz da Silva, Joaquim da Cunha Lima Oliveira Leal (75), Manuel Alves Souto, Manuel Joaquim Borges de Castro, Manuel Pereira Soares, Miguel Joaquim de Moura Coutinho de Lacerda Abreu e Lima (76).
9." Câmara eleita para o biénio de 1841-42
Presidente - Miguel Joaquim de Moura Coutinho de Lacerda A breu e Lima.
Vereadores António Dias Ribeiro Gasparinho, Francisco Soares da Costa, João José Pinto, João Paulo Monteiro Alvarenga, Joaquim da Cunha Lima Oliveira Leal Joaquim Guilherme Barbosa, Manuel Pereira Soares, Xavier Francisco da Cunha Sousa e Melo.
10." Câmara eleita para o biénio de 1843-44
Presidente Miguel Joaquim de Moura Coutinho de Lacerda Abreu e Lima.
Vereadores António Ferreira dos Santos, Domingos Ribeiro dos Santos, Manuel Mendonça F. Azevedo P. de Sousa, Manuel Pereira Soares, Manuel Urbano de Lima Barreto, Xavier Francisco da Cunha Sousa e Melo.
11.ª Câmara eleita para o biénio de 1845-46
- Funcionou até 9 de Junho de 1846.
Presidente António de Castro Silva. Vereadores _ António dos Santos Pais, Francisco de Sousa, José Pinto Costa Júnior, Luís António Pinto Aguiar, Manuel Pereira Soares, Manuel Urbano Lima Barreto.
12.ª Câmara Administrativa Municipal
- Funcionou desde 10 de Junho a 24 de Setembro de 1846. Presidente Joaquim Veloso da Cruz. Vereador Joaquim Guedes Amorim, José António Camarinha, José António Novo, Manuel Alves Souto, Manuel Rodrigues Amorim.
13.ª Câmara Administrativa Municipal
- Funcionou desde 25 de Setembro de 1846 a 5 de Junho de 1847.
Presidente - Manuel Gonçalves de Castro.
Vereadores António de Almeida, António Nunes Almeida, Félix Bernardo França, Joaquim José Costa Machado, José António Camarinha, Manuel Domingues Ramos.
14.ª Comissão Administrativa Municipal
- Funcionou desde 6 a 18 de Julho de 1847.
Presidente Manuel Pereira Soares.
Vereadores António Joaquim de Sousa, Bernardino Joaquim de Castro, Joaquim de Sousa, José António Camarinha Júnior, Manuel Domingues Ramos, Sebastião Silva Couto.
15.ª Comissão Administrativa Municipal
- Funcionou desde 19 de Julho a 8 de Novembro de 1847.
Presidente José Plácido Campeão. Vereadores António da Racha Leão, António Tomaz da Silva, Francisco de Sousa, Manuel Joaquim Gonçalves, Manuel Urbano Lima Barreto.
16.a Comissão Administrativa Municipal
- Funcionou desde 9 de Novembro de 1847 a 31 de Dezembro de 1849.
Presidente Antero Albano Silveira Pinto.
Vereadores António Joaquim Borges de Castro, Bento Leite dos Santos, José Agostinho Pinto, Narciso António Brito, Sebastião Silva Couto.
17.ª Câmara eleita para o biénio de 1850-51
- Funcionou desde 2 de Janeiro de 1850 a 24 de Agosto de 1851.
Presidente Antero Albano Silveira Pinto.
Vereadores António Joaquim Borges Silveira Castro, Bento Leite dos Santos, José Agostinho de Almeida, José Araújo Pereira Pinto, Narciso António Brito, Sebastião Silva Couto.
18.ª Câmara Administrativa Municipal
- Funcionou desde 25 de Agosto a 31 de Dezembro de 1851.
Presidente Manuel Alves Souto.
Vereadores Bernardino de Castro, Joaquim José Costa Machado, Luís António Pinto A guiar, Manuel Gonçalves de Castro, Manuel Pereira Soares, Manuel Urbano de Lima Barreto.
19.ª Câmara eleita para o biénio de 1852-53
Presidente Joaquim Veloso da Cruz. Vereadores António M Moreira da Rocha, Bento Duarte dos Reis, Joaquim de Sã, José António Júnior, José Pinto C'08ta Júnior, Sebastião Filipe Barbosa Castro.
20.ª Câmara eleita para o biénio de 1854-55
Presidente Joaquim Veloso da Cruz.
Vereadores António Joaquim Borges de Castro, António Moreira Rocha, Bento Duarte Reis, José Pinto da Costa Júnior, Manuel Pereira Soares, Sebastião Filipe Barbosa de Castro.
21.ª Câmara eleita para o biénio de 1856-57
Presidente -António Joaquim Borges de Castro.
Vereadores António Freitas Faria Salgado, José Araújo Pereira Pinto, José Ferreira Silva Fragateiro, Manuel Soares, Sebastião Filipe Barbosa de Castro, Vicente Pinto de Sousa.
22.ª Câmara eleita para o biénio de 1858-59
Presidente Joaquim Veloso da Cruz.
Vereadores Fernando Camelo Sarmento, Luís Antónia Pinto A guiar, Manuel Joaquim Borges de Castro Silva, Manuel Pereira Soares, Sebastião Filipe Barbosa de Castro, Vicente Pinto de Sousa.
23.ª Câmara eleita para o biénio de 1860-61
Presidente Joaquim Veloso da Cruz.
Vereadores _ Fernando Camelo Sarmento, Inácio José Fernandes Dourado, Luís António Pinto de Aguiar Júnior, Manuel Pereira Soares, Sebastião Filipe Barbosa de Castro, Vicente Pinto de Sousa.
24.ª Câmara eleita para o biénio de 1862-63
Presidente Dr. Joaquim Veloso da Cruz.
Vereadores Fernando Camelo Sarmento, Inácio José Fernandes Dourada, José Pinto da Costa Júnior, Luís António Pinto Aguiar Júnior, Sebastião Filipe Barbosa Castro, Vicente Pinto de Sousa.
25.ª Câmara eleita para o biénio de 1864-65
Presidente Joaquim José Proença Vieira.
Vereadores Diogo José de Macedo, Fernando Camelo Sarmento, José Fernandes dos Reis, José Pinto da Costa Júnior, José de Sousa, Manuel Urbano de Lima Barreto.
26.ª Câmara eleita para o biénio de 1866-67
- Funcionou até 18 de Maio de 1868.
Presidente - Joaquim José Proença Vieira.
Vereadores Diogo José de Macedo, Fernando Camelo Sarmento, José António Júnior, José Pereira de Castro, José de Sousa, Manuel Urbana de Lima Barreto.
27.ª Câmara e1eita para o biénio de 1868-69
Presidente Antero Albano da Silveira Pinto.
Vereadores Inácio José Fernandes
António Júnior, Manuel Alves Souto, Manuel Dourado, João de Sã. Cunha, José António, Joaquim Gonçalves, Manuel José de Moura.
28.ª Câmara eleita para o biénio de 1870-71.
Presidente António Joaquim Borges de Castro.
Vereadores Bernardino Joaquim de Castro, Caetano de Melo Menezes e Castro, Joaquim José Proença Vieira, José Alfredo de Araújo Braga, José António Júnior, José Inácio Moreira Costa Guerra.
29.ª Câmara eleita para o biénio de 1872-73
Presidente António Joaquim Borges de Castro.
Vereadores ---; Bernardino Joaquim de Castro, Caetano de Melo Menezes e Castro, João, do Rio Júnior, José Alfredo Araújo Braga, Manuel Alves Souto, Manuel Joaquim Gonçalves.
30.ª Câmara eleita para o biénio de 1874-75
Presidente António Joaquim Borges de Castro.
Vereadores Bernardino Joaquim de Castro, Caetano de Melo Menezes e Castro, João, do Rio Júnior, José Alfredo Araújo Braga, José António Júnior, Sebastião Filipe Barbosa de Castro.
31.ª Câmara eleita para o biénio de 1876-77
Presidente Luís António Pinto de Aguiar.
Vereadores António Pereira Couto, Bernardino Joaquim de Azevedo, João Tomaz Cardoso, José António Júnior, Manuel Alves Souto, Manuel Joaquim Gonçalves.
32.ª Câmara eleita para o biénio de 1878-79
Presidente Diogo Leite Pereira de Melo.
Vereadores - Alfredo Augusto Albergaria Castro Silva, Dr. António Joaquim dos Reis Castro Portugal, António Pereira de Castro, Bernardino Joaquim de Azevedo, José Pinto da Costa, Manuel Alves Souto.
33.ª Câmara eleita para o quadriénio de 1880-83
Presidente Caetano de Melo Menezes e Castro.
Vereadores Augusto César Pereira Soares, Bernardino Joaquim Azevedo, João Tomaz Cardoso, Joaquim José de Almeida, José António Júnior, José Francisco Pereira.
34.ª Câmara eleita para o triénio de 1884-86
Presidente Diogo Leite Pereira de Melo.
Vereadores António Almeida Porto Júnior, António José Moreira de Sousa, Bernardino Joaquim Azevedo, Custódio Joaquim de Sousa, Jaime Teixeira Mota e Silva, José Nicolau de Almeida.
35.ª Câmara eleita para o triénio de 1887 -89
Presidente Caetano de Melo Menezes e Castro.
Vereadores António Narciso Azevedo Magalhães, Dr. Artur Ferreira de Macedo, José Alfredo de Almeida Braga, José Francisco Pereira, José Nicolau de Almeida, José Pereira da Silva Vilar, Manuel Gomes da Silva, Manuel Moreira de Castro Júnior.
36.ª Câmara eleita para o triénio de 1890-92.
Presidente António dos Reis Castro Portugal.
Vereadores Dr. Agostinho de Almeida Rego, António José Moreira de Sousa, António Narciso Azevedo Magalhães, Bernardino Joaquim Azevedo, Jaime Teixeira da Mota e Silva, José Francisco Pereira, Manuel Gomes da Silva.
37.ª Câmara eleita para o triénio de 1893-95.
Presidente Jaime Teixeira da Mota e Silva.
Vereadores Amónio José Moreira de Sousa, Augusto da Rocha Romariz, Domingos da Silva Rocha, João Dias Aleixo, Joaquim Francisco da Silva, Salvador Ferreira Brandão.
38.ª Câmara eleita para o triénio de 1896-98
Presidente António Narciso Azevedo Magalhães.
Vereadores Agostinho Nunes de Almeida, Domingos Gonçalves de Castro, Francisco Fernandes da Silva Viana, Dr. Henrique José Moreira de Sousa, João Gomes da Silva Guerra, Joaquim Augusto da Silva Magalhães, José Adrião Ferreira.
39.ª Câmara eleita para o triénio de 1899-1901
Presidente Dr. Agostinho de Almeida Rego.
Vereadores - Amónio Narciso Azevedo Magalhães, Dr. Henrique José Moreira de Sousa, Joaquim Augusto da Silva Magalhães, Joaquim Pinto da Costa, José Guedes da Silva, José Maria Alves, Marcelino Pinto de Araújo Ribeiro.
40.ª Câmara eleita para o triénio de 1902-1904
Presidente Joaquim da Silva Magalhães.
Vereadores Agostinho Nunes de Almeida, Dr. António Florido da Cunha Toscano, António José Moreira de Sousa, João Gomes da Silva Guerra, Joaquim Nicolau de Almeida, Dr. Inocêncio Osório Lopes Goudim, José Adrião Ferreira, Manuel Martins Guimarães.
41." Câmara eleita para o triénio de 1905-1907
Presidente Joaquim Augusto Silva Magalhães.
Vereadores António José Moreira de Sousa, João Gomes da Silva Guerra, Joaquim Alves do Príncipe e Silva, José Adrião Ferreira, José Pinto Amorim da Costa, Manuel Francisco Gomes Júnior, Manuel Martins Guimarães, Dr. Rodrigo Óscar Ferreira.
42.ª Comissão Administrativa Municipal (86).
- Funcionou desde 2 de Janeiro até 19 de Fevereiro de 1908.
Presidente Dr. Agostinho de Almeida. Rego.
Vereadores António Domingos Guerra, António Monteiro Castro Portugal, Dr. Casimiro Augusto Dias Milheiro, Dr. João de Saúde Calheiros M. Salema, José Nicolau de Almeida, Manuel Alves Pinto, Marcelino Pinto Araújo Ribeiro, Padre Serafim Leite da Silva.
43.ª Comissão Administrativa Municipal (87).
Funcionou desde 20 de Fevereiro a 29 de Novembro de 1908
Presidente Joaquim Augusto da Silva Magalhães.
Vereadores António José Moreira de Sousa, João Gomes da Silva Guerra, Joaquim Alves do Príncipe e Silva, José Adrião Ferreira, José Pinto Amorim da Costa, Manuel Francisco Gomes Júnior, Manuel Martins Guimarães, Dr. Rodrigo Óscar Ferreira.
44.ª Câmara eleita.
Funcionou desde 30 de Novembro de 1908 a 6 de Outubro de 1910
Presidente Joaquim Augusto da Silva Magalhães.
Vereadores - António José Moreira de Sousa Domingos da Rocha Romariz, João Gomes da Silva Guerra, Joaquim Alves do Príncipe e Silva, José Pinto Amorim da Costa, Manuel Francisco Gomes Júnior, Manuel Martins Guimarães, Dr. Rodrigo Óscar Ferreira.
Durante o regime monárquico - liberal, o município de Gaia foi dirigido por trinta e sete vereações e ,sete comissões administrativas municipais.
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(67) Correspondente ao cargo, actual, de governador civil.
(68) Idem, ao de administrador.
(69) Este edifício ficou concluído em meados do ano de 1832; mas o dirigente da sua construção, João Rodrigues da Cruz o Susano foi a primeira pessoa que os liberais, triunfantes, nele encareceram.
Era situado à face da estrada nacional, em terreno do antigo Largo do Torrão e nele funcionou, até 1903, a escola oficial masculina de Mafamude. Foi demolido, em 1904, para alargamento do actual Jardim Soares dos Reis, onde, no dia 30 de Outubro do mesmo ano, foi inaugurado o monumento ao cinzelador da estátua O Desterrado.
(70) Foi anexada ao concelho de Espinho pelo Decreto n.º 12.457, de 11 de Outubro de 1928. Pelo mesmo derreto foi anexado ao concelho de Gaia a freguesia de Lever, onde está instalada a importante fábrica pertencente à Companhia de Tecidos de Crestuma.
(71) Teve como provedor Manuel Joaquim Borges de Castro; José Francisco de Oliveira, como presidente; e Luís de Sousa como procurador - fiscal da Câmara
(72). Foram: Presidente: António Ferreira dos Santos; Manuel Alves Fontes. Procurador fiscal; e Manuel Pereira Soares, Luís José Gomes e Manuel Martins, vereadores.
(74) Foi o primeiro visconde de Oliveira do Douro e sendo ministro, autorizou o estabelecimento do Banco de Portugal, em 19 de Novembro de 1846.
(75) Foi o fundador da Quinta da Lavandeira, de Oliveira do Douro.
(76) Foi Cabo mor de Gaia, até 1832.
(86) Nomeada pelo governo de João Franco.
(87) Eleita para o triénio 1905-1907, foi reconduzida por Decreto de 15 de Fevereiro de 1908.
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