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A NORTE fica o rio Douro, este rio que teve enorme importância para a freguesia, e por isso lhe vai ser dedicada uma secção, ficou indelevelmente ligado aos barcos rabelos, que aqui passavam, vindos da régua, com destino a Vila Nova de Gaia, carregados de pipas de Vinho do Porto. Os arrais confraternizavam com as pessoas que moravam à beira do rio. Estas ofereciam-lhes lampreiadas pois o Douro, na época própria oferecia com abundância estes ciclóstomos. Depois seguiam-se animados bailaricos. Era um gosto ver os marinheiros a pinchar em reviravoltas, a abanarem-se apesar de terem dentro de si as lampreias e o arroz. Pulai, dançai, abanai-vos oh insaciáveis comensais, pois tudo vos consente a vossa substancia adiposa, e porque, oh inxudisos valsistas, abanam a lampreia. A SUL fica a freguesia de Nespereira. Esta era a maior do extinto concelho de Sanfins da Beira, e o ponto onde os pianenses davam o “salto” para o lado de lá, na década de 40. E também o Zé Manel A ESTE (nascente) fica a freguesia de São Cristovão, sendo a fronteira das duas freguesias a dos concelhos do Cinfães e Sanfins da beira (extinta). As populações viviam num clima de amizade. Grande parte dos elementos da antiga banda de Santiago de Piães eram de São Cristovão. O mesmo acontecia com as equipas de futebol que eram formadas pelos jogadores das duas. Mas tal amor tinha de ser selado pelo pacto de sangue. E então isso era feito nos arraiais em monumentais zaragatas entre os homens das duas freguesias. Na festa de Santiago, o adro da nossa Igreja servia de espaço para o desenrolar de batalhas desenvolvendo-se nelas muitos lances de heroísmo antigo. Os heróis lutam até ao último alento. A OESTE (poente) o “alto” da Portela da Coruja divide as freguesias de Santiago de Piães e Moimenta. {piães.net 2003}
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