Hoje tenho uma mão vazia e outra cheia
e não sei qual pesa mais.
Sou a imagem de mim próprio
no ricochete do
reflexo de uma montra
a ver-me vagamente
lentamente
a olhar para mim.
Hoje as minhas mãos
são um balão e uma pedra
e não sei qual pesa mais.
Sou uma imagem de ti.
Se quiseres guardo o balão,
deixo cair a pedra
e parto em direcção a melhores dias.
Por enquanto
o balão vai solto,
agarro a pedra a um fio
e passeio-a por aí.


Hoje tenho uma mão vazia e outra cheia