Regresso às multidões de
cardumes desacordados,
cidade vazia e só,
não quero ouvir-te nem
sentir a falta de me envolveres
nos teus braços de rua cheia
onde sozinho te passeio.
Anos de eléctricos,
do assédio dos pregões,
das gaivotas da Ribeira
e das manhãs embriagadas
junto ao Douro e aos insultos
da intolerância cultural e
da brutalidade de seres pura
e inintelectual.
Odeio-te assim,
como os amantes conformados.



Invicta