O contador de histórias senta-se
na mesma cadeira de sempre
e embriaga o auditório.
Mala velha de livros relidos.
Dono do verbo e
da transparência dos nomes,
tenta ser distante.
Guardo-te o segredo com brandura
[o contador de histórias
queria morar no Alentejo
subir a um castelo e ficar
a contemplar lá de cima os fins
de tarde de Verão.]
Ainda é cedo, contador,
tens muito para dar e ensinar,
por isso faz o que fazes melhor:
das palavras faz caminhos,
sê o amador de estradas.