Vocês estão tão acima de mim
vivem a vida tão pragmaticamente
mas de que é que se alimentam?
Da aprovação social
dos vossos semelhantes parasitas.
Oh curtos de vista…
De que é que se alimentam?
O que tentam provar?
O que tentam provar uns aos outros?
Onde estão os vossos eus?
Hipócritas, discriminadores,
de que é que se alimentam?
Eu não sou da vossa família
sou apenas uma ovelha negra,
por isso o apontar do vosso dedo é inútil.
Eu alimento-me de corações
das cores dos campos vazios
e das caras desconhecidas de ruas cheias.
Eu sinto-vos o fedor – mesmo que vocês próprios não
e isso faz-me ficar satisfeito por ser
o pato feio
a ovelha negra
o anormal
honrado por não ser vosso par.
Oh seres vazios,
pobres seres,
de que é que se alimentam?