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Uma das questões mais actuais e importantes que
relacionam a Psicologia com a saúde é o stress. Para
além dos sintomas físicos, comportamentais, emocionais
e cognitivos que ele acarreta, há cada vez mais
estudos que correlacionam o stress com alguns
problemas sérios de saúde, como a doença coronária,
depressão, hipertensão e o ataque cardíaco.
As
exigências actuais em termos laborais, as
responsabilidades que são colocadas em nós, a
competição, o fantasma do desemprego e muitos outros
acontecimentos tornam-nos vulneráveis a sentir stress.
O
stress é uma resposta do organismo a determinados
estímulos físicos e emocionais, como os conflitos
interpessoais ou acontecimentos significativos, como o
desemprego, divórcio ou a gravidez. Perante uma situação
“stressante”, o corpo reage, produzindo certas hormonas
, alterando a tensão arterial e o ritmo cardíaco.
Ainda que o stress seja útil até certo ponto, porque
torna o organismo mais atento e pronto aos desafios do
meio ambiente (basta lembrar o atleta pronto a iniciar a
corrida), acima de certos níveis o indivíduo torna-se
incapaz de se adaptar aos acontecimentos, para além da
excitação excessiva do sistema nervoso.
Alguns dos sintomas físicos de stress poderão ser:
músculos contraídos, cefaleias, cansaço, sonolência,
enjoos ou diarreia. Já os sintomas comportamentais e
cognitivos traduzem-se por agitação, dificuldade em
cumprir responsabilidades, adiar as tarefas, pensamentos
ansiosos, preocupação constante, dificuldades de memória
e indecisão. Em termos emocionais, podem haver
manifestações de choro, irritabilidade, nervosismo,
tristeza e depressão.
Cada um de nós pode escolher formas saudáveis e
positivas para lidar com o stress. Para algumas
investigações, o exercício físico e o estabelecimentos
de laços sociais (fazer parte de grupos de convívio,
sair com os amigos, acompanhar idosos ou crianças),
servem como um bom “amortecedor” ao stress. Ter
passatempos que nos dão prazer e o uso do humor no
dia-a-dia também são positivos.
Muito importante será também a aprendizagem de técnicas
de relaxamento, que levam à diminuição da tensão
arterial e a outras alterações fisiológicas benéficas. O
relaxamento muscular progressivo consiste em contrair e
relaxar uma série de grupos musculares, numa cadência
progressiva, da cabeça aos pés. Outra técnica é aprender
a respiração abdominal, que promove o relaxamento:
respirar na barriga, de forma lenta e pausada, de
maneira a que o peito fique imóvel. Paralelamente com
estas técnicas, podemos usar a visualização criativa, em
que imaginamos cenas agradáveis (estar na praia,
paisagens...) que aumentam a sensação de calma.
Muito útil poderá ser a abordagem da terapia cognitiva,
em que o indivíduo aprende a identificar padrões de
pensamentos negativos e disfuncionais (“tudo vai correr
mal”) e substitui-los (restruturando) por padrões
realistas, funcionais e adaptativos.
Fernando Lima
Magalhães
(artigo publicado no jornal O
Independente em 20 de Janeiro de 2006)
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- Dr. Fernando Lima Magalhães- Licenciado em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências
da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP).
Formador na área Comportamental, certificado desde
2003 pelo IEFP.
Carteira Profissional de Psicólogo n.º 19358.42- IDICT- PORTO
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